quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Jesus Cristo - o Líder Perfeito" - por Spencer W, Kimball

Hoje, 25 de dezembro, o mundo cristão celebra o nascimento do menino Jesus, o qual, mesmo pela sua breve jornada na Terra, deixou para a humanidade diretrizes preciosas para nos orientar de como viver uma vida mais próspera em todas as áreas de nossas vidas. Hoje, um dia que devemos centrar o nosso focu Naquele que deu Sua vida por nós, devemos recordar quais foram os seus ensinamentos. Assistindo um documentário na Discovery  me lembrei de uma aula que preparei para ensinar em uma reunião de liderança da Igreja, a qual ficou sempre em meu pensamento qual é a  forma mais correta de liderar, tanto na comunidade, no trabalho, na igreja, até mesmo em casa....

 “Quando nos unirmos com base nos ensinos de Jesus Cristo no Sermão do Monte, teremos solucionado os problemas, não só dos nossos países, mas do mundo inteiro.”Elaine

   Jesus Cristo - Um Líder Perfeito
 1- Liderança Bem Sucedida
Há muito mais a se dizer sobre a inigualável liderança do Senhor Jesus Cristo do que é possível escrever em um único artigo ou livro. Todavia, eu gostaria de ressaltar alguns dos atributos e qualidades que Ele possui e que demonstrou possuir de modo tão perfeito. Esses mesmos atributos e qualidades são importantes para todos nós, se for nosso desejo ser bem sucedidos de forma duradoura como líderes.
2 - Princípios Imutáveis
Jesus sabia quem Ele era e porque estava nesta Terra. Isso significa que Ele era capaz de liderar com poder, sem incertezas ou fraquezas.
Jesus ministrava com base em princípios imutáveis, em vez de ir estabelecendo regras de acordo com as circunstâncias. Assim, Seu estilo de liderança era sempre correto e constante. Muitos líderes do mundo hoje são como camaleõesmodificam suas cores e opiniões para adaptar-se às circunstânciaso que somente tende a confundir seus seguidores e companheiros, que não podem ter certeza do curso a ser tomado. Aqueles que se agarram ao poder às custas de seus princípios, em geral acabam sendo capazes de fazer qualquer coisa para perpetuar-se nele.

Jesus declarou várias vezes: “Vem, segue-me.” Seu programa era do tipo “faça o que eu faço”, e não “faça o que eu mando.” Seu brilho inato lhe permitiria ser um espetáculo fulgurante, mas isso deixaria seus seguidores muito distantes. Ele caminhava e trabalhava com aqueles a quem deveria servir. Sua liderança não era mantida pelo distanciamento, pois Ele não temia a proximidade da amizade; Ele não temia que a proximidade pudesse desapontar Seus seguidores. O fermento da verdadeira liderança não engrandecerá outros a menos que estejamos com eles e sirvamos àqueles que devemos liderar.
Jesus mantinha a virtude de tal maneira que, quando essa proximidade permitia que alguém tocasse-lhe a barra dos vestidos, essa virtude fluía dele (veja Marcos 5:24-34).

3- Compreender o próximo
Jesus era um líder que escutava, que amava os outros com um amor perfeito, escutando-os sem, porém, condescender. Um grande líder escuta não somente aos outros, mas também à sua consciência e às impressões vindas de Deus. Jesus era um líder paciente, que exortava e amava os que o seguiam. Quando Pedro tomou a espada e cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote, Jesus disse: “Mete a tua espada na bainha.” (João 18: 11). Sem enraivecer ou se mostrar perturbado, Jesus silenciosamente curou a orelha do servo (Veja Lucas 22:51). Sua reprovação a Pedro foi gentil, mas sem deixar de ser firme.

Por amar os que O seguiam, Ele era capaz de nivelar-se a eles a fim de ser sincero e direto. Ele reprovou Pedro às vezes porque o amava e Pedro, sendo um grande homem, crescia com cada reprimenda. Há um versículo maravilhoso no livro dos Provérbios do qual precisamos nos lembrar:

“Os ouvidos que escutam a repreensão da vida, no meio dos sábios farão sua morada.

O que rejeita a correção, menospreza a sua alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento.”(Prov. 15: 31-32)

Aquele que consegue receber a “reprovação da vida” é um líder sábio e também um seguidor sábio. Pedro era capaz de aceitar a repreensão porque sabia que Cristo o amava e, portanto, Jesus conseguia preparar Pedro para uma posição de responsabilidade no Reino. Jesus considerava o pecado um erro, mas, ao mesmo tempo, era capaz de compreender que o pecado se originava nas profundas necessidades insatisfeitas do pecador, o que lhe permitia condenar o pecado sem condenar o indivíduo. É possível demonstrarmos amor por outros, mesmo quando devemos corrigi-los. Precisamos olhar profundamente nas vidas das outras pessoas para ver as causas básicas de seus defeitos e dificuldades.
4 - Liderança Abnegada
A liderança do Salvador era altruísta. Ele colocava a si mesmo e suas necessidades em segundo plano e ministrava os outros indo muito além do dever, incansavelmente, com amor e eficiência. Tantos problemas no mundo de hoje são causados pelo egoísmo e pelo egocentrismo. Muitos fazem exigências enormes à vida e aos outros a fim de atender suas necessidades. Tudo isso é o extremo oposto dos princípios e práticas exercidos com perfeição pelo exemplo primoroso de liderança, Jesus de Nazaré.

O estilo de liderança de Jesus enfatizava a importância do discernimento em relação aos outros sem procurar manipulá-los. Ele preocupava-se com a liberdade de escolha de seus seguidores. Mesmo Ele, naqueles momentos de tanta significação, teve de decidir-se voluntariamente a aceitar o Getsêmane e o Calvário. Ele nos ensinou que não pode haver crescimento sem a verdadeira liberdade. Um dos problemas da liderança manipuladora é que ela não se baseia no amor pelos outros, mas da necessidade de tirar proveito deles. Líderes desse tipo concentram-se em suas próprias necessidades e não nas dos outros.

Jesus via em perspectiva os problemas do povo. Ele conseguia calcular com precisão o efeito e o impacto de longo prazo de cada declaração, não apenas daqueles que as leriam, mas até mesmo de seu significado dois mil anos mais tarde. Freqüentemente os líderes deste mundo procuram resolver problemas imediatos procurando parar a dor do presente, criando, porém, dificuldades ainda maiores no futuro.

5 - Delegação
Jesus sabia como envolver seus discípulos no processo da vida. Ele lhes deu tarefas importantes e específicas para executarem a fim de procurarem seu próprio desenvolvimento. Outros líderes tentam ser tão onicompetentes e procuram fazer tudo por si mesmos, o que proporciona pouco crescimento aos outros. Jesus tem confiança suficiente em Seus seguidores para compartilhar com eles Sua obra, dando-lhes oportunidade de crescer. Essa é uma das maiores lições de sua forma de liderar. Se descartarmos as pessoas a fim de ter uma tarefa executada mais rápida e perfeitamente, a tarefa poderá ser bem executada, mas à custa do desenvolvimento dos seguidores, que é tão importante. Jesus sabe que a vida nesta Terra tem um propósito e que fomos aqui mandados para crescer. O crescimento, dessa maneira, torna-se tanto um dos meios quanto um dos objetivos da vida. Precisamos corrigir as pessoas positivamente, de um modo amoroso e útil, quando elas erram.

Jesus não temia fazer exigências daqueles que Ele liderava. Seu estilo de liderança não era condescendente ou fraco. Ele teve a coragem de chamar Pedro e outros e fazê-los largar suas redes de pescar e segui-Lo durante a estação de pesca, não depois dela ou depois da próxima pescaria, mas naquele momento! Jesus deixava as pessoas saberem que Ele acreditava nelas e em suas potencialidades, sendo assim possível para Ele ajudá-las a esforçar-se e a atingir grandes realizações. Tantos líderes seculares hoje são, de muitas maneiras, condescendentes e desprezam as pessoas, tratando-as como se devessem permanecer para sempre protegidas e mimadas. Jesus acreditava em seus discípulos, não só pelo que eles eram, mas também por aquilo que podiam tornar-se. Enquanto outros veriam em Pedro apenas um pescador, Jesus via nele um poderoso líder religiosocorajoso, forteque deixaria sua marca sobre boa parte da humanidade. Amar as pessoas significa ajudá-las a crescer, fazendo exigências razoáveis, mas realistas.

Jesus apresentava às pessoas verdades e tarefas de acordo com sua capacidade. Ele não as assoberbava com mais do que eram capazes de suportar, mas dava-lhes o suficiente para esforçarem-se. Jesus preocupava-se com os elementos básicos da natureza humana e em ocasionar mudanças duradouras, não apenas mudanças superficiais.
6 - Responsabilidades
Jesus ensinou-nos que somos responsáveis não somente por nossas ações, mas também por nossos pensamentos. Essa responsabilidade deve ser sempre lembrada. Vivemos numa época que enfatiza que “não há garantia contra o erro” e que também “não existe erro no comportamento humano”. Sem dúvida, não é possível haver responsabilidade sem princípios bem definidos. Um bom líder saberá que é responsável perante Deus e perante aqueles que ele lidera. Ao exigir responsabilidade de si mesmo, ele fica em uma posição melhor para exigir o mesmo dos outros. As pessoas tendem a ter um desempenho no padrão estabelecido pelos seus líderes.

7- Bom Uso do Tempo
Jesus nos ensinou também a importância de usarmos nosso tempo com sabedoria, o que não significa que não devamos ter tempo para o lazer, pois deve haver ocasiões para a contemplação e para renovação, embora o desperdício do tempo seja reprovável. Usar o nosso tempo com sabedoria é muito importante, o que não significa, entretanto, que devamos ser frenéticos ou impertinentes. O tempo não pode ser reciclado. Uma vez que o momento tenha passado, ele jamais voltará. A tirania da trivialidade consiste em desviar-nos das pessoas e dos momentos que têm real importância. Os detalhes podem tornar reféns as coisas de real significado e podem fazer com que essa tirania se torne freqüente. O uso sábio do tempo é, na realidade, o gerenciamento da nossa própria vida.

8 -Liderança Secular
As pessoas que mais amamos, admiramos e respeitamos como líderes humanos são assim considerados precisamente porque personificam, de muitos modos diferentes, as qualidades que Jesus tinha em Sua vida e em Sua liderança.

Por outro lado, os líderes que historicamente têm tido um impacto trágico e negativo na humanidade são vistos assim exatamente por não possuírem, em qualquer grau, as qualidades do Homem da Galiléia. Enquanto Cristo era altruísta, eles eram egoístas. Naquilo que Jesus dava liberdade, eles exerciam controle. Enquanto Cristo estava preocupado em servir, eles preocupavam-se com status. Enquanto Cristo atendia às necessidades genuínas dos outros, eles pensavam apenas na satisfação de suas necessidades e desejos. Quando Jesus se mostrava pleno de compaixão equilibrada com justiça, eles em geral enchiam-se de crueldade e injustiça.

Talvez nenhum de nós seja o perfeito exemplo de líder, mas todos podemos empreender sérios esforços para nos aproximarmos desse grande ideal.

9 - Nosso Potencial
Um dos grandes ensinamentos do Homem da Galiléia, o Senhor Jesus Cristo, é que trazemos dentro de nós imenso potencial. Ao nos exortar para sermos perfeitos como Nosso Pai Celestial, Jesus não estava brincando ou caçoando de nós. Ele estava nos revelando uma verdade poderosa sobre nossas possibilidades e potencial. Essa é uma verdade quase chocante demais para levarmos em consideração. Jesus, que não podia mentir, procurou nos chamar para seguirmos o caminho da perfeição.

Não somos ainda perfeitos como Jesus o é, mas, a menos que aqueles que nos seguem nos vejam lutando e nos tornando melhores, eles não poderão seguir nosso exemplo e vão nos enxergar como hipócritas em relação àquilo que nos propomos fazer.

Cada um de nós tem mais oportunidades de fazer o bem e de ser bons do que somos capazes de aproveitar. Essas oportunidades estão por todo lado. Seja qual for a extensão do nosso círculo atual de influência, se melhorássemos um pouquinho nosso desempenho, esse círculo se ampliaria. Há muitos indivíduos à espera de serem tocados e amados, se apenas tivermos o cuidado de melhorar nosso desempenho.

Devemos lembrar-nos que todos os mortais que encontramos nos estacionamentos, escritórios, elevadores e outros lugares fazem parte daquela porção da humanidade que o Senhor nos deu para amar e servir. Pouco se nos adiantará discursarmos sobre a irmandade geral de toda a humanidade se não conseguirmos enxergar aqueles ao nosso redor como nossos irmãos e irmãs.Se nossa porção da humanidade nos parece pequena e pouco estimulante, precisamos lembrar-nos da parábola que Jesus nos deu para nos mostrar que a grandeza não é uma questão de tamanho ou escala, mas da qualidade de nossa vida. Se nos sairmos bem com as oportunidades e talentos que nos foram dados, Deus não o deixará de observar. E àqueles que se saem bem com as oportunidades que lhes são dadas, mais será dado!
As escrituras contêm muitos exemplos maravilhosos de líderes que, ao contrário de Jesus, não eram perfeitos, mas que ainda assim se saíram muito bem. Ler essas histórias freqüentemente nos faria muito bem. Esquecemo-nos que as escrituras nos apresentam séculos de experiência em liderança e, ainda mais importante, nos mostram os princípios imutáveis sobre os quais a verdadeira liderança deve operar para ser bem sucedida. As escrituras são o manual de instruções do futuro líder.
10- O Líder Perfeito
Não me desculpo por reconhecer alguns dos atributos de Jesus Cristo naqueles que procuram ser líderes bem sucedidos.

Se desejamos ser eminentemente bem sucedidos, Ele é o nosso padrão. Todas as qualidades nobres, perfeitas e belas da maturidade, do poder e da coragem encontram-se nessa única pessoa.Quando a multidão enfurecida, armada até os dentes, aproximou-se dele para prendê-lo, Ele a enfrentou com resolução, perguntando a seus perseguidores: “A quem buscais?”

Surpresa, a multidão murmurou Seu nome: “Jesus de Nazaré.”

“Sou eu”, respondeu Jesus Nazareno, com altivez, coragem e poder. Os soldados recuaram e caíram por terra.”

Perguntou-lhes ainda uma segunda vez: “A quem buscais?”, e quando repetiram Seu nome, Ele lhes disse: “Já vos disse que sou eu; se pois buscais a mim, deixai ir estes.” (João 18: 4-8).

Talvez o mais importante que eu possa dizer sobre Jesus Cristo, mais importante do que tudo o que já disse é que Ele vive. Ele realmente possui todas as virtudes e atributos dos quais as escrituras nos falam. Se chegarmos a saber isso, então conheceremos a realidade principal sobre o homem e sobre o universo. Se não aceitarmos essa verdade e essa realidade, então não teremos o princípio estabelecido ou as verdades transcendentais pelas quais é possivel viver vidas felizes e caridosas. Em outras palavras, ser-nos-á muito difícil ser líderes que fazem diferença se não reconhecermos a realidade do líder perfeito, Jesus Cristo e se não deixarmos que Ele seja a luz através da qual enxergamos nosso caminho!



sábado, 20 de dezembro de 2014

OS MAIORES CÉREBROS DO MUNDO

Os maiores cérebros do mundo

As mentes mais extraordinárias da Terra pertencem a pessoas que mal conseguem falar ou calçar os próprios sapatos. Conheça os savants - e o que eles podem nos ensinar sobre os limites da inteligência humana

Kim Peek lê um livro de 300 páginas em 40 minutos. Uma página com cada olho. Esse americano de 57 anos já leu 9 mil livros, o que dá mais ou menos um a cada dois dias desde a infância. E com uma diferença em relação a você: ele não esquece nada do que leu. Kim sabe de cor a história de todos os países, seus presidentes, quando eles nasceram, quem foram as esposas deles... Recita qualquer trecho da Bíblia, do Alcorão ou da estrutura de um ônibus espacial.
E tudo isso é pouco perto do que o britânico Daniel Tammet faz. Ele simplesmente inventou uma matemática particular. Pergunte para Daniel quanto é, digamos, 27 elevado à 5ª potência. Ele vai responder rapidinho que isso dá 10 460 353 203. Só que sem ter feito uma conta nem decorado nada. Os resultados surgem por mágica na cabeça desse inglês tímido de 29 anos. E ele não é incrível só com números. A rede americana de TV PBS o desafiou a aprender islandês, uma língua que até quem nasceu na Islândia acha complicada, em uma semana. Sete dias depois, Daniel estava num talk show em Reykjavik contando que o idioma deles era “mjög fallegur” (“muito bonito”) – era a 11a das línguas que ele aprendia a falar fluentemente.
Daniel e Kim, diga-se, têm outra coisa em comum além desses superpoderes: os dois são deficientes mentais, diagnosticados como autistas. Kim mal consegue falar, não sabe abotoar a camisa e, quando criança, lhe recomendaram internação para o resto da vida. Daniel é mais comunicativo, um rapaz bem simpático até, mas se sente perturbado quando anda em ruas movimentadas e é tão desligado que não consegue pegar um ônibus sem se perder. E eles não são únicos. Isso de combinar algum problema mental com brilhantismo, ou até genialidade, em certas áreas, é conhecido como síndrome de savant (“sábio”, em francês), uma condição raríssima que desafia as idéias sobre como a mente funciona.
Afinal, ninguém deveria ser capaz de decorar com precisão a quantidade de informações que os savants (vamos chamá-los assim, daqui para a frente) conseguem acessar sem o menor esforço em seus “discos rígidos” cerebrais. Também não parece fazer sentido a maneira como muitos deles lidam com a matemática: fazer contas gigantes é, para eles, uma atividade não consciente, como andar de bicicleta. E se pessoas com inteligência e habilidades sociais normais aprendessem como fazer isso? Será que todo mundo tem um “savant adormecido” dentro do próprio cérebro? É o que veremos a seguir.
Idiotas sábios

A primeira descrição que temos do savantismo foi feita em 1887 por John Langdon Down, psiquiatra britânico mais conhecido por ter feito também o primeiro relato científico sobre a síndrome de Down. Uma das principais experiências de Down com savants envolveu um paciente que conseguia recitar de cabeça o livro O Declínio e Queda do Império Romano, um catatau de 6 volumes. Down batizou os portadores do problema de “idiotas savants” (calma, na época “idiota” era um termo técnico).
Alguma forma extraordinária de memorização parece estar por trás de todos os casos de savantismo, mas é bom qualificar essa afirmação: trata-se de uma memória diferente da que você usaria para decorar um número de telefone, por exemplo. Parece envolver pouco pensamento consciente e, muitas vezes, nem exige compreensão do que está sendo decorado. Darold Treffert, psiquiatra da Universidade de Wisconsin em Madison (EUA), relata o caso de dois gêmeos americanos com dano cerebral congênito, George e Charles, que não conseguiam fazer contas de somar simples, mas se divertiam gritando um para o outro números primos (os que só são divisíveis por 1 e por eles mesmos) de 20 dígitos, da ordem de quintilhões. Em comparação, a sua memória só consegue lidar com 7 ou 8 algarismos. É inconcebível fazer operações mentais conscientes com números desse tamanho.
George e Charles, assim como Kim Peek e vários outros savants, também eram calculadores de calendário. Se você disser a Peek em que dia do mês e ano nasceu, ele responde imediatamente com o dia da semana em que você veio ao mundo.
O preço que se paga para ser um savant é alto. Em geral, esses indivíduos são 10% dos autistas, ou uma a cada 2 mil pessoas que sofreram algum dano no cérebro ou nasceram com retardo mental. Uma grande exceção é justamente Daniel Tammet, diagnosticado com síndrome de Asperger, uma forma moderada de autismo – o portador tem boa capacidade verbal, embora normalmente seja um desastre social.
Além de ser um savant, Tammet também tem sinestesia, uma forma rara de percepção que faz o cérebro misturar sentidos – sons podem ter cores associadas a eles, por exemplo. E isso torna a mente do rapaz ainda mais fascinante. A sinestesia dele é numérica. Ele afirma que todos os números de 0 a 10 mil possuem formas visuais específicas e até personalidades, como se fossem indivíduos mesmo. “O 11 é amigável, o 5 é barulhento e o 4 é meu número favorito, porque é quieto e tímido como eu”, conta Tammet em sua autobiografia.
O britânico também reconhece todos os números primos até 9 973 porque eles lhe parecem “redondos e lisos, como os seixos numa praia”. Ao fazer multiplicações enormes, seu tipo favorito de contas, Tammet visualiza as tais formas dos números que estão sendo multiplicados lado a lado, separados por um espaço. Essa brecha entre os números tem exatamente o formato do produto da multiplicação: basta ele preenchê-la para que ele saiba, em poucos segundos, a resposta certa (veja aqui ao lado).
O neurocientista Vilayanur Ramachandran, do Centro de Estudos do Cérebro de San Diego, testou as formas numéricas de Tammet, pedindo que ele as moldasse usando massinha de modelar e, no dia seguinte, que as refizesse. O resultado foi consistente, ou seja, o rapaz associa sempre a mesma forma ao mesmo número. O inesperado nas capacidades de Tammet é que as pessoas normais tendem a pensar nos números como abstrações puras, enquanto ele os transformou em objetos altamente concretos, coisas tão fáceis de entender intuitivamente quanto um cachorro ou um gato. Esse pode ser um segredo da inteligência savant, de acordo com Darold Treffert. A memória que mais usamos para atividades intelectuais é a consciente, que nos ajuda a lembrar se “espaço” se escreve com s ou cê-cedilha. Mas há outro tipo importantíssimo de memória: a implícita – aquela que nos permite trocar as marchas do carro sem pensar.
Você pode ser um savant
Ao que parece, os danos mentais que os savants têm os deixam sem acesso a grande parte da memória consciente. Então seu cérebro simplesmente transfere as funções dela para a implícita. E eles fazem automaticamente coisas que temos de pensar (e muito) para fazer. É uma capacidade não muito diferente de reconhecer um rosto. Nós nunca precisamos de uma descrição verbal da cara de um amigo para determinar que ele é o Paulo, e não o José: nosso cérebro simplesmente sabe. Para Tammet, os números funcionam assim. E talvez você seja mais parecido com ele do que imagina.
É o que pensa o neurologista Allan Snyder, da Universidade de Sydney. Para ele, existe um Daniel Tammet dentro da sua cabeça. Esse “savant interior”, segundo o autraliano, foi quem fez você aprender a falar. Se você se mudar para a islândia e tiver um filho lá, terá uma criança bilíngüe em casa. Ela vai aprender português em casa e islandês na escola, e falar os dois idiomas. Você pode até aprender a língua local, mas nunca terá a fluência do seu filho.
Essa habilidade mágica de “sugar” um idioma existe apenas na infância porque a mente vai “calejando” com o tempo. Por exemplo: Quem lê um txto scrito dete jeto consegue entender a frase porque o cérebro criou padrões para cada uma dessas palavras. Com os sons de um idioma estranho é o contrário: sua mente está tão calejada com o português que decifrar novas línguas de ouvido não é fácil. Já os savants não teriam esse problema. Para Snyder, os danos físicos no cérebro deles impedem que esses calos mentais apareçam. Daí a capacidade de aprender islandês em uma semana.
E a coisa mais maluca aqui é que Snyder quer fazer com que esse savant que um dia esteve na sua cabeça apareça de novo para dar um oi. Como? Aplicando ímãs no crânio. A idéia é “desligar” temporariamente partes da massa cinzenta a fim de simular os danos que os savants têm no cérebro. E assim fazer com que você veja o mundo como se fosse um deles. E não é que deu certo? Snyder fez com que pessoas submetidas ao experimento “virassem savants” por algum tempo, desenhando de forma mais precisa ou encontrando com mais facilidade erros de digitação que o cérebro das pessoas normais costuma ignorar. E o australiano vai mais longe. Ele acredita que novas versões de experiências como essas poderiam despertar a criatividade de gente comum. Afinal, por alguns minutos, poderíamos absorver informações em estado bruto, sem o filtro dos padrões mentais. Aí seria possível usar isso para desafiar idéias preconcebidas e inovar.
Como, aliás, inovaram dois savants famosos: Isaac Newton e Albert Einstein. Não, não existe prova nenhuma de que eles portavam essa condição. Mas alguns neurologistas acham que os dois apresentavam, sim, pelo menos alguns sintomas da síndrome de Asperger – principalmente inabilidade social e obsessões compulsivas. De fato, Newton mal abria a boca e ficava imerso no trabalho a ponto de não comer. E Einstein, que se comportava como um autista até os 7 anos, repetindo frases sem parar, era tão desligado que certa vez não percebeu um terremoto enquanto divagava. Talvez nunca saibamos se eles eram ou não versões moderadas de Daniel Tammet. Mas Einstein pode ter deixado uma pista: “Uso sinais, imagens mais ou menos claras, como ferramentas para pensar. Elas se encaixam sozinhas, voluntariamente. Esse jogo de combinações me parece mais essencial que construções lógicas com palavras”. Foi o que disse certa vez o alemão. Qualquer semelhança disso com o que você leu nestas páginas talvez não seja mera coincidência.

Cálculo savant
Daniel Tammet foi o primeiro savant que conseguiu descrever como sua mente faz cálculos sobre-humanos sem fazer força. Veja como. (E nem pense em tentar você mesmo!)
Pense em 3D
Ele imaginou formas para todos os números entre 0 10 mil. Cada um ganhou identidade própria.
Veja quem se encaixa
Para multiplicar, ele aproxima mentalmente os "números" e deduz como preencher o espaço entre eles.
Pronto!
Então Tammet lembra que forma tem o número que se encaixa melhor no espaço vago. E dá a resposta certa.

Para saber mais: Born on a Blue Day - Daniel Tammet, Free Press, 2007
fonte:  Texto por Reinaldo José Lopes, Revista Super Interessante - setembro 2008

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Comportamento: Como lidar com pessoas críticas demais


Dizia  Arthur Schopenhauer,  um filósofo alemão do século XIX,
Devemos abster-nos, na conversação, de observações críticas, mesmo que sejam as mais bem intencionadas, pois magoar as pessoas é fácil; difícil, se não impossível, é melhorá-las.”

Você sabia que até para criticarmos precisamos ser talentosos?  que ninguém gosta de ser criticado? que mesmo que seja uma crítica construtiva se não for dita no momento certo e de forma correta poderemos plantar uma pequena tristeza no coração de quem a recebeu?.

Pessoas críticas demais são aquelas que não conseguem ver nada de positivo nas pessoas e nas coisas. Elas criticam todas atitudes com furor e são ainda mais rígidas quando se trata da opinião que elas tem delas mesmas.

Certamente isso faz muito mal para a pessoa que é assim, mas o pior é que afeta também quem convive com essa pessoa, que acaba absorvendo o negativismo e sofrendo uma onda de desânimo, baixa autoestima e daí para baixo – até uma possível depressão.
Devido à esta péssima influencia que podem ter no emocional de outras pessoas, quem é crítico demais também pode ser chamado por alguns de vampiro de energia – pois essa pessoa acaba “sugando” tudo que há de feliz no outro.

Imagine aquela pessoa que já é insegura ouvir alguém fazer uma crítica forte sobre ela? Isso desanima ainda mais quem já não está muito animado.

Para ajudar a diminuir os efeitos dessas pessoas nos outros, aí vai oito sugestões de como lidar com pessoas críticas demais e assim você pode aprender a conviver com elas sem ser tão afetado por seus comentários.

1 – Não leve para o lado pessoal

Geralmente as pessoas que são críticas demais são assim com todos os outros com quem ela se relaciona. Por isso não há motivos para levar essas críticas para o lado pessoal. Se essa pessoa parece estar sempre te desencorajando e criticando ferrenhamente tudo que você diz, esteja certa de que ela também faz o mesmo com os outros.
Na dúvida, faça um teste. Tente presenciar uma conversa dessa pessoa com outra e observe se ela também é crítica demais nessa situação. Sendo assim, nada de levar esses comentários para o lado pessoal.

2 – Entenda as mensagens de forma objetiva

Para que o que você ouve deste tipo de pessoa não te faça mal, é preciso ouvir essas mensagens de forma objetiva sem tentar relacionar sentimento à elas. Em vez de reparar em como a pessoa está dizendo algo, preste atenção no que exatamente ela quer dizer.

Desta forma, em vez de ouvir e reagir, você ouve e capta a mensagem correta que a pessoa quis passar. Por exemplo, se uma amiga que é assim te responde que a sua roupa não está bonita ou combinando, isso não quer dizer necessariamente que ela está querendo te ofender dizendo que você não entende nada de moda.

Quando alguém fizer comentários extremamente secos e diretos, não veja isso como uma ofensa, mas entenda que essa é a forma que aquela pessoa usa para se comunicar e talvez até seja a única maneira que ela domine para se comunicar.

3 – Considere essa pessoa uma fonte de feedback verdadeiro

Em geral, pessoas críticas demais podem ser uma fonte de opinião sincera. Se não gostam de algo, certamente não vão esconder isso de quem quer que seja – mesmo sabendo que podem magoar alguém. Por isso, essas pessoas podem ser uma boa fonte de feedback verdadeiro.
4 – Descubra porque certos comentários te abalam

Quando algo te magoar, vá até a raiz do problema. Se alguém criticou seu visual e você se ofendeu, será que foi realmente por causa do que a pessoa disse ou sua opinião própria sobre seu visual anda meio abalada? Descubra quais são seus pontos fracos – seu calcanhar de Aquiles – e invista na recuperação da imagem que você tem de si. Desta forma será mais fácil não ser atingida por esses comentários e críticas.

5 – Não peça opiniões se não estiver pronta para ouvir

Uma coisa é certa: se você pedir opinião à pessoas críticas demais, terá que ser forte para encarar a resposta. Caso você já esteja insegura quanto ao assunto, é melhor deixar para perguntar para outra pessoa. Porque um comentário negativo a respeito de algo que já está incerto pode causar um resultado desastroso.

6 – Não dê tanto valor às críticas

As pessoas costumam atribuir um grande valor à opinião alheia e quando isso se refere à opinião de pessoas próximas, o valor é ainda maior. Porém, quando se trata da opinião de pessoas próximas, mas que são críticas demais, essa atribuição de valor pode ter um sério impacto na sua vida.

Valorizar demais a opinião de pessoas excessivamente críticas pode te levar acreditar que você não tem nada de bom, que tudo no mundo é negativo e que você não deve investir em tentativa alguma – afinal o que essas pessoas mais fazem é desencorajar as idéias e vontades do outro.

Levando isso em consideração, mesmo que a pessoa seja alguém que você ame muito, procure não valorizar tanto a opinião dessa pessoa – especialmente a seu respeito. E invista em você mesma, acredite em você e deixe as críticas um pouco de lado.
7 – Seja bondosa com pessoas assim

Essas pessoas críticas demais não são assim porque ficam felizes em fazerem comentários negativos a respeito de tudo e todos, elas são assim por terem uma infelicidade tão grande dentro de si que acreditam ser impossível achar algo de bom no mundo. E o fato de estarem sempre criticando tudo faz com que isso se torne uma bola de neve, porque quando mais ela se autocritica, mais ela destrói a imagem que tem de si. E quanto mais ela critica os outros, mais ela destrói a esperança que o ser humano pode ter de ser feliz.

Em vista disso, podemos perceber que essas pessoas não precisam ser julgadas ainda mais, elas já se julgam em excesso e com muita rigidez. Elas precisam de carinho, afeto e precisam que os outros as mostrem que há coisas maravilhosas para serem descobertas a respeito da vida.

8 – Evite pessoas extremamente críticas

Se mesmo com todos esses conselhos você acha que ainda é muito afetada negativamente pelos comentários e críticas dessas pessoas, o ideal é ignora-los. Se você não consegue conviver com quem é crítico demais sem sofrer influencia do negativismo dessas pessoas, é melhor mesmo se afastar delas e evitar conversas com essas pessoas.

Mas, se você não pretende se afastar desse alguém porque ama ele ou ela, invista em atitudes positivas e encoraje uma visão mais positiva do mundo. Combata a crítica com elogios, isso pode “desarmar” a pessoa excessivamente crítica e ajuda-la a conviver melhor com outras pessoas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nutrição: Suco para Gastrite

A gastrite é um mal comum. Ela é a inflamação da mucosa que reveste o estômago e o bom resultado do tratamento é a soma do acompanhamento médico e da alimentação correta.

As causas mais frequentes são: ingestão excessiva de álcool, uso prolongado de medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios ou a gastrite autoimune, que ocorre quando o organismo produz anticorpos que agridem a ele mesmo. O refluxo e o estresse excessivo também podem causar a gastrite.

O que se sente é uma dor na parte superior da barriga, que pode vir junto com azia ou queimação, e pode evoluir, por isso é preciso cuidar das causas. Náuseas, vômitos e perda de apetite também são alguns dos sintomas. O recomendado é consultar um médico para identificar o tratamento ideal para cada caso.

Veja algumas dicas:

- Evite bebidas e alimentos com cafeína.

- Evite analgésicos, anti-inflamatórios e bebidas alcoólicas.

- Procure manter a regularidade das refeições. É importante comer a cada 3 horas e mastigar bem os alimentos, sem pressa.

- Evite alimentos com corantes, frituras, embutidos, pimentas e condimentos fortes, frutas cítricas, leite e derivados.

Agora, anote uma receita de suco à base de mamão papaia. Ele auxilia na digestão e, como não é uma fruta ácida, ajuda a acalmar o desconforto na mucosa do estômago.

Ingredientes:

1 mamão papaia sem semente

200 gramas de polpa de acerola

100 ml ou um copo de água

Bata no liquidificador e tome imediatamente para garantir as propriedades. O ideal é tomar após as principais refeições do dia e sem adoçar. Mas, se preferir, opte pelo mel.

O suco é apenas uma sugestão para complementar a alimentação de quem sofre com a gastrite. Sendo assim, ele não pode ser responsável por acabar com ela. Reforço a importância de consultar um médico de sua confiança para realizar o tratamento corretamente.

sábado, 27 de julho de 2013

Bem Estar e Saúde: Como cuidar da pele no inverno

Apesar de os cuidados com a pele serem de extrema importância, uma grande parcela das mulheres ainda dispensa o Apesar de os cuidados com a pele serem de extrema importância, uma grande parcela das mulheres ainda dispensa o uso de produtos específicos para o rosto. Enquanto no Japão 45% das compras de cosméticos se refere a produtos de tratamento facial, no Brasil o número cai para apenas 5%. Por aqui, o maior mercado é o de produtos para cabelos. Estes e outros dados foram apresentados pela Natura  no último mês de maio, em um evento que reuniu a imprensa do Sul do Brasil, no Spa do Vinho, em Bento Gonçalves.
Jornalistas e blogueiras ficaram por dentro dos próximos lançamentos da marca para o inverno, mas também tiveram conhecimento de uma pesquisa encomendada pela Natura para identificar o perfil da brasileira com relação aos cuidados com a pele do rosto. Foram realizadas 1200 entrevistas pessoais com mulheres de 15 a 70 anos, classes ABC, que usam ou não produtos específicos para o rosto e que não rejeitam a compra por venda direta.
Os dados mostram que, entre as entrevistadas, as que mais utilizam produtos específicos para o rosto são as gaúchas, com percentual de 65%. Todas as mulheres que responderam à pesquisa costumam lavar o rosto e metade delas passa algum creme ou loção como parte do cuidado com a beleza, mas apenas 30% usam sabonete específico para a face.
Se você está se perguntando qual seria o motivo para que a pele do rosto necessite de tratamento especial, a resposta é simples: ela é mais delicada do que a pele do corpo e por isso precisa de produtos adequados e com fórmulas mais suaves. É por isso que ao lavar o rosto com o sabonete comum você sente aquela sensação de pele esticada ou, ainda, ressecada.
As diferenças entre as características da pele nas diferentes regiões do corpo se dão por questões de estrutura, embrionária e ambiental. Assim, cada região do corpo necessita de cuidados específicos e direcionados como, por exemplo, maior necessidade de hidratação e proteção aos raios UV nas regiões mais expostas da pele.

TRATAMENTO
Uma rotina completa de cuidados com a pele exige a preparação, com limpeza, esfoliação e tonificação; tratamento de regiões específicas e hidratação antisinais. A limpeza é um dos passos mais importantes, pois remove células mortas e oleosidade residual. O ideial é usar produtos com tensoativos suaves que limpam de forma eficaz, mas sem ressecar ou agredir a pele.
Os tônicos auxiliam na compensação das necessidades da pele e na normalização das características estéticas. Controlam a oleosidade, reduzem o tamanho de poros e, além disso, complementam a limpeza preparando a pele para a etapa de hidratação potencializando os benefícios do tratamento cosmético. Já os esfoliantes uniformizam a pele, eliminam células mortas e estimulam a renovação celular.
Como nosso corpo é composto por 75% de água, é ela o principal elemento para a manutenção das propriedades físicas de flexibilidade e elasticidade da pele. A perda de água, que pode ocorrer em função de mudanças fisiológicas, envelhecimento, tabagismo, ar-condicionado, água quente e tensoativos com PH alcalino, altera a função de barreira da pele.
A hidratação pode ser feita por meio de dois mecanismos: a oclusão e a humectação. A primeira está relacionada principalmente com os óleos corporais, que criam uma espécie de filme sobre a pele evitando que ela perca água. Já a humectação é feita através dos hidratantes que absorvem água do ar na superfície da pele.

PELE DO CORPO
A pele das demais partes do corpo também necessita de hidratação – especialmente no inverno. Conforme a gerente de desenvolvimento de produtos da Natura, Roberta Roesler, é importante dar atenção às partes que ficam mais expostas e acabam sofrendo com a falta de umidade e a temperatura mais baixa, como mãos e rosto.
“No entanto, não podemos esquecer das partes naturalmente mais ressecadas: cotovelos, pernas e pés. Além disso, no inverno é habitual que as pessoas tomem banho com água muito quente e esse excesso ocasiona a perda da camada de hidratação que a própria pele produz, fazendo com que ela se torne ressecada, podendo inclusive descamar”, explica.
Por isso, é importante utilizar cosméticos que se adequem ao clima da estação, além de ter sempre à mão produtos que possam ser utilizados ao longo do dia, como o creme para áreas ressecadas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bem Estar: Meditação ganha, enfim, aval científico

A receita para lidar com dezenas de problemas de saúde é fechar os olhos, parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente. A ciência está descobrindo que os benefícios da meditação são muitos, e vão além do simples relaxamento. "As grandes religiões orientais já sabem disso há 2.500 anos. Mas só recentemente a medicina ocidental começou a se dedicar a entender o impacto que meditar provoca em todo o organismo. E os resultados são impressionantes", afirma Judson A. Brewer, professor de psiquiatria da Universidade Yale.

Iniciada na Índia e difundida em toda a Ásia, a prática começou a se popularizar no ocidente com o guru Maharishi Mahesh Yogi, que nos anos 1960 convenceu os Beatles a atravessar o planeta para aprender a meditar. Até a década passada, não contava com respaldo médico. Nos últimos anos, os pesquisadores ocidentais começaram a entender por que, afinal, meditar funciona tão bem, e para tantos problemas de saúde diferentes. "Com a ressonância magnética e a tomografia, percebemos que a meditação muda o funcionamento de algumas áreas do cérebro, e isso influencia o equilíbrio do organismo como um todo", diz o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon.


A meditação não se resume a apenas uma técnica: são várias, diferindo na duração e no método (em silêncio, entoando mantras etc.). Essas variações, no entanto, não influenciam no resultado final, pois o efeito produzido no cérebro é parecido. Na prática, aumenta a atividade do córtex cingulado anterior (área ligada à atenção e à concentração), do córtex pré-frontal (ligado à coordenação motora) e do hipocampo (que armazena a memória). Também estimula a amígdala, que regula as emoções e, quando acionada, acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento.


Não se trata de encarar a meditação como uma panaceia universal, os estudos mostram também que ela tem aplicações bem específicas. Mas, ao contrário de outras terapias alternativas que carecem de comprovação científica, a meditação ganha cada vez mais respaldo de pesquisas realizadas por grandes instituições.


Hoje, os estudos sobre os benefícios da meditação estão concentrados em seis áreas.
REDUÇÃO DO STRESS
Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a produção de hormônios do stress.

Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de ansiedade caíram 39%.


Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático.
A metade que realizou duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis.

Resultados parecidos foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos americanos das guerras do Vietnã e do Iraque.


MELHORIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

A Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia conseguiu melhorar a sobrecarga cardíaca de 31 adolescentes americanos hipertensos. Os jovens apenas acrescentaram um hábito a suas rotinas: meditar duas vezes por dia, durante 15 minutos, ao longo de quatro meses. Outros 31 receberam orientações médicas, mas não meditaram. A primeira metade terminou o período de testes com a massa do ventrículo esquerdo menor – sinal de redução dos riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares.

Outro levantamento, este da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mediu o acúmulo de gordura nas artérias de 30 pessoas com pressão alta. Depois de meditar 20 minutos, duas vezes por dia, ao longo de sete meses, a quantidade estava menor, enquanto que ela não havia sido alterada no grupo de controle.


Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos. Foi o que concluiu a Associação Americana do Coração, depois de acompanhar um grupo de pacientes de 59 anos de idade, em média, ao longo de nove anos, de 2000 a 2009. Todos continuaram recebendo a medicação necessária, mas metade foi convidada a participar de sessões de meditação sem regularidade definida. Neste grupo, a pressão arterial caiu significativamente. "Foi como se a meditação funcionasse como um medicamento totalmente novo e muito eficiente para prevenir doenças cardíacas", afirma o fisiologista americano Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention e responsável pelo estudo.


INSÔNIA E DISTÚRBIOS MENTAIS

Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. É o que aponta um estudo de 2008, do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois. Cinco pessoas, com 25 a 45 anos e sofrendo de insônia crônica, foram submetidas a meditação durante dois meses. Passaram a dormir duas horas a mais por dia e alcançaram níveis de sono REM mais próximos do considerado saudável.

Em muitos casos, a insônia é sintoma de depressão. A meditação também funciona para atacar a causa. A Universidade da Califórnia conseguiu reduzir os casos de depressão entre 20 idosos com um simples programa de oito semanas de relaxamento, meia hora por dia. "No limite, meditar atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer. A depressão na terceira idade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença", afirma o psiquiatra Michael Irwin, professor do Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior da universidade.


O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas Yi-Yuan Tang mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar. Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia. "A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais 'musculosa' e prevenir doenças", afirma o professor Posner.
ALÍVIO DA DOR
Quem tem a meditação como hábito sente menos dor. O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus.

Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior. "As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor", diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais.


REFORÇO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

O sistema imunológico também é favorecido. "O aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase", diz Judson A. Brewer, de Yale. As implicações desta descoberta são fundamentais para o tratamento de tumores malignos. A Associação Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata.

Também ajuda a lidar com o câncer de mama. Um grupo de 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, aceitaram participar de um teste que reforça esta teoria. Ao longo de dois anos, elas foram divididas em dois grupos, um deles fazendo meditação. A situação foi monitorada pelos médicos do Saint Joseph Hospital, em Chicago. A metade que meditou teve maior resistência para lidar com as dores provocadas pela quimioterapia e experimentou uma reação física melhor à doença.


MELHORIA NA CONCENTRAÇÃO

Na escola estadual Bernardo Valadares de Vasconsellos, em Sete Lagoas (MG), os 1.400 alunos fazem, todos os dias, o Tempo de Silêncio. Quem desejar pode aproveitar os 15 minutos para meditar. Quem não quiser, pode apenas descansar. A iniciativa foi inspirada pela Fundação David Lynch, que já orientou a criação de programas de meditação na escola estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, e na escola estadual Helio Pelegrino, no Rio de Janeiro.

“Estimamos que 20% dos estudantes continuam meditando por conta própria”, diz Joan Roura, diretor da fundação no Brasil. “Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações.” A prática rende melhores notas: entre 235 crianças de colégios de Connecticut que começaram a meditar, representou um aumento de 15% nas provas e avaliações.


As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Foi a conclusão a que chegaram pesquisadores de Harvard, Yale e MIT, municiados por scanners de cérebro. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal.


“Um estudante que medita pode ter melhores notas, uma vida mais saudável e boas condições de lutar por melhores postos no mercado de trabalho, com menor tendência para sofrer doenças cardiovasculares, stress ou distúrbios mentais”, diz Judson A. Brewer. Em resumo: “Meditar é uma boa forma de alcançar uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.

fonte: planetasustentavel.abril.com.br

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Natureza: GOLFINHO ROTADOR VIAJA PELO MAR CRISTALINO DE FERNANDO DE NORONHA


Turismo de observação atrai dois mil turistas por mês ao lugar. Arquipélago é tombado pelo Patrimônio Mundial Natural pela Unesco.

Conhecer Fernando de Noronha é estar perto de um mar cristalino, de uma diversificada fauna marinha e de muita natureza. O Golfinho Rotador é um animal tão presente nas águas do arquipélago que já faz parte da paisagem da ilha.

Tombado como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco há dez anos, o arquipélago de Fernando de Noronha é formado por 21 ilhas. A principal ilha e a única habitada tem 21 praias e cerca de 2,8 mil moradores. Esse é o sonho de viagem de muitos turistas. “Todo mundo tem o direito de conhecer e o dever de preservar a ilha”, diz o morador Maycon de Albuquerque.

Fernando de Noronha está a 545 quilômetros do Recife, Pernambuco, e a 375 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. É o ponto mais avançado do território brasileiro no Oceano Atlântico. Quase todas as mercadorias que abastecem a ilha chegam pelo porto por barcos ou por navios.

Do porto também saem todos os dias barcos lotados de turistas. Uma das principais atrações do mar de Noronha é o Golfinho Rotador. “Noronha é o lugar do mundo mais provável de encontrar grandes concentrações de golfinho”, diz José Martins da Silva Júnior, coordenador do Projeto Golfinho Rotador.

O grande número de golfinhos e a preocupação em preservá-los foi o que fez José Martins ajudar a criar o Projeto Golfinho Rotador. São 21 anos de história. “O Projeto Golfinho Rotador é um programa de conservação de fauna e de golfinho na vida e no ambiente natural. A gente trabalha com pesquisa. Estuda o comportamento do golfinho para saber o que ele está fazendo e quais os fatores naturais e de origem humana que influem no comportamento natural dele. A gente trabalha com educação ambiental, com as crianças da ilha e com os visitantes, de modo a melhorar a consciência ambiental dos moradores, dos ilhéus e também usar Noronha como um instrumento de conscientização ambiental dos visitantes que passam pelo arquipélago”, explica José Martins.

Hoje, o projeto é uma parceria do Centro Mamíferos Aquáticos, do Ministério do Meio Ambiente, com a ONG Centro Golfinho Rotador e conta com pesquisadores, educadores ambientais e estagiários. Todos os dias, os pesquisadores do projeto seguem uma pequena trilha que leva ao Mirante de Observação para fazerem estudos sobre os golfinhos.

“Dá para perceber que eles estão chegando porque a água parece que está fervendo. Como eles sobem para respirar, a nadadeira dorsal aparece e fica formando manchas. Para contar, a gente pega sempre o primeiro golfinho do grupo. Eles se deslocam mais organizados. Então, tem sempre um golfinho na ponta. A gente localiza esse golfinho, deixa o binóculo parado neles e conta conforme os outros passam no nosso campo de visão. Conforme a gente aperta o contador, vai dando o número”, explica a pesquisadora Juliana Rodrigues Moron.

“Eles vêm para cá principalmente para descanso. Essa espécie de golfinho passa a noite toda em alto mar se alimentando e se aproximam dessas enseadas com águas calmas, tranquilas, como a Baía dos Golfinhos, para descanso, reprodução e cuidados com os filhotes”, esclarece a bióloga Marina Tischer.

Os pesquisadores também passam informações para os turistas. “Juntando um pouquinho dos resultados desses 21 anos de monitoramento da Baía dos Golfinhos a gente percebeu que eles vêm para cá em 95% dos dias do ano, numa média de 363 animais”, completa Marina.

Os turistas Selma Leite Santana e Valdemar Gonçalves da Cruz, que são de Santos, ficaram encantados com os golfinhos de Fernando de Noronha. “Quase não dormi para poder estar em pé aguardando a condução que nos trouxesse para ver essa maravilha. É uma coisa maravilhosa, que vale a pena”, avalia.

“A gente acredita que esse turismo de observação de golfinhos, tanto no Mirante dos Golfinhos quanto o passeio de barco, toda forma do turista encontrar com os golfinhos cria uma consciência ambiental, desperta uma consciência ambiental nas pessoas muito grande”, conclui Marina.

fonte: g1.globo.com