Quando estamos inspirados por um grande propósito, um projeto extraordinário, todos os nossos pensamentos ultrapassam seus limites. Nossa mente transcede suas limitações, nossa consciência se expande em todas as direções e nos encontramos num mundo novo, grande e maravilhoso.
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Reflexão - O AMOR CURA
"Quando afirmo que o verdadeiro amor é capaz de nos fazer transcender as mais terríveis angústias e os piores momentos, não me preocupo em parecer piegas neste mundo cada vez mais esvaziado de sensibilidade e afeto. Sinto pelos que não conseguem compreender esta simples e indispensável necessidade humana (...)"
O AMOR COMO ANTÍDOTO
“Quero um montão de tábuas e um motor de pano,
Pra passear meu corpo e adormecer meu sono
Na esburacada estrada do oceano.
Aportarei meu barco apenas de ano em ano,
E onde houver silêncio eu ficarei cantando
Pra não deixar morrer um gesto humano.
Entenderei as águas e os peixes passando
E se me perguntarem pra onde vou e quando,
Responderei: apenas navegando, apenas navegando….”
In: O Navegante - de Sidney Miller
A doença, de uma maneira geral, pode ser encarada como a expressão mais pungente do que escolho chamar de dor da alma e, nesse sentido, trazer em seu bojo uma metáfora a ser desvendada.
Ela surge, de alguma maneira, como um meio do indivíduo fazer frente ao seu conflito interior, esquecendo-se de outras possibilidades menos danosas. A doença viria preencher algum vazio na vida do paciente, como uma forma de comunicar ao mundo o seu sofrimento.
Esta questão levanta uma outra reflexão subjacente no que se refere ao risco de levar o doente a se considerar responsável pela própria doença. Marco Aurélio Dias da Silva (cardiologista e professor) respondia da seguinte forma: “Por que as pessoas não tem culpa sobre o sofrimento orgânico, mas em relação ao emocional elas tem de ter vergonha? Na nossa cultura não há espaço para o sofrimento emocional ser levado à sério. Tendemos a achar que se o indivíduo é deprimido psicologicamente é porque não reage. Ora, a doença orgânica é, como regra geral, uma maneira diferente do indivíduo expressar seu sofrimento emocional.”
Segundo Dr. Marco Aurélio (que também foi autor, dentre outros, do livro “Quem Ama Não Adoece”), em estados de depressão, o organismo perderia a capacidade de reconhecer e dar combate às células malignas, as quais se reproduziriam livremente. Citava, como exemplo, o estudo de um grupo de 40 mulheres assintomáticas mas com o teste de Papanicolau predisponente ao câncer. Levantaram como hipótese, no decorrer do estudo, uma relação direta entre câncer de colo de útero e sentimentos de desesperança e/ou reação às perdas recentes e significativas. Houve acerto de 75% dos casos.
Observava, também, um perfil predominante amável, generoso e bondoso nos pacientes de câncer o que sugeriria que tal dose de generosidade estaria, na realidade, relacionada à baixa dose de auto-estima – tais pessoas não se amariam o bastante e a exagerada bondade seria a alternativa que percebiam como única capaz de fazê-las receberem, em contrapartida, “o mínimo de amor que desesperadamente necessitavam”.
“O doente de câncer seria alguém que vivencia um desespero contido, escondido dos outros e voltado para si mesmo. Resignado e cortês por fora mas todo raiva e frustração por dentro”, salientava Marco Antonio.
Nosso corpo produziria, então, substâncias, como os neurotransmissores, que tem uma clara ação sobre os órgãos e são comandados pelo psiquismo. Na verdade, segundo ele, seriam a ponte entre o sofrimento emocional e o mau funcionamento do organismo.
O câncer seria, assim, uma tristeza interiorizada. O indivíduo que “faz” um câncer, como regra geral, é muito bem aparente e exteriormente. Mas todas as mágoas, todas as angústias, estão ali interiorizadas e lhe corroendo por dentro.
Acredito que o paciente portador de câncer comumente assimila e/ou reprime os sentimentos hostis tendo dificuldade de exprimir qualquer sentimento de raiva ou rancor.
Está escondido por detrás da “fachada” bondosa, perpetuada numa calma e numa tolerância exageradas. É capaz de “morrer pela pátria”, de brigar por causas gerais e coletivas, mas incapaz de tornar-se hostil na defesa de suas necessidades ou direitos pessoais. Não sabe exigir nada para si. Provavelmente esta alienação no que tange suas próprias necessidades e seus mais primitivos anseios, caracteriza seu (único) modo de se relacionar com o mundo. Modo este que lhe consome a vida tanto o quanto a doença lhe consome o organismo.
A doença parece ser, então, quase que a única possibilidade existencial deste indivíduo realizar-se. Na mesma medida, a doença também o auxiliaria a livrar-se de si mesmo, do fardo de sua própria existência, mergulhado que está em uma vida esvaziada de satisfação verdadeira, de algo que dê significado ao simples fato de enfrentar o cotidiano com esperança e entusiasmo.
Logo, a paz interior, necessariamente relacionada ao amor pela vida e pelo mundo, torna a vida muito mais plena para ser vivida. E o homem pode alcançar isto desde que busque a compreensão mais genuína e sincera do que vive, do que deseja e do que pode viver, aceitando a realidade sem fantasiá-la, sem amaldiçoá-la, serenamente e com a consciência tranquila.
A capacidade de amar a todos indistintamente, ou seja, tanto as pessoas quanto a natureza, é o melhor caminho que dispomos – desde que mergulhado no ato generoso de amar o amor por si e cuidando de escolher os melhores objetos nos quais depositar este precioso sentimento.
Eu acrescentaria ainda que tanto este amor amplo quanto o amor individualizado, ou seja, aquele realizado junto ao parceiro desejado, o companheiro que acolhe e abraça, com o qual possa haver troca de carinho e de afeto, de amor genuíno e entregue, formam o grande BÁLSAMO capaz de cuidar, curar e salvar toda a vida do deserto e da desesperança mortais.
E só assim, creio, percebendo a importância do amor como antídoto, no melhor e mais esplendoroso sentido, alcançaremos a compreensão da nossa angústia existencial e caminharemos em direção da saúde e da felicidade.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Um Pensamento: O AMOR
"Tudo o que sabemos a respeito do amor é inacabado. A cada pretensa linha de chegada, o nosso entendimento se depara com uma nova linha de partida. A cada porta atravessada, encontramos mais à frente uma outra para ser aberta. Fonte inesgotável de vida, o amor é um caminho que clareia, progressivamente, à medida em que o percorremos. É como se cada passo nosso descortinasse um pouco mais da sua luz. A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie. De vez em quando tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar."
Ana Jácomo
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Comportamento: AMOR - EXERCÍCIO DIÁRIO DE AUTOCONQUISTA
Esse
papo de que a gente precisa primeiro se amar para somente depois se tornar
aprazível ao amor do outro é na teoria, bem simples de entender. Mais ou menos
como quando a gente viaja de avião e, antes mesmo de decolar, os comissários se
apressam em avisar: Em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio
cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e somente depois
auxilie quem estiver ao seu lado. Ou seja, se você não se der conta de que
precisa cuidar, antes de tudo, de si mesmo, não estará apto a cuidar do outro e
nem despertará nele o desejo de cuidar de você. Em outras palavras, caímos no
famoso dito popular: se você não se amar, ninguém mais vai amar.
Sim, eu sei, na prática não é tão simples. Tem a ver com autoconhecimento, autoestima e noção de merecimento. Tem a ver com o modo como você se enxerga. É tudo muito sutil, um tanto inconsciente, mas acredite: funciona exatamente assim! Enquanto você não conseguir se enxergar como uma pessoa bacana, gente boa mesmo, que tem uma beleza autêntica e interessante, que pode se tornar mais e mais atraente, tanto por dentro quanto por fora, não vai convencer ninguém de que vale a pena ser amada. Simplesmente porque nem você consegue fazer isso. Não consegue se amar. Não encontra motivos suficientes para isso. Daí, jamais terá condições de reconhecer o amor que o outro pode te dar.
Sendo assim, o primeiro passo é descobrir as razões que a torna uma pessoa que vale a pena ser amada. Talvez facilite se você pensar em alguém que realmente acredita que merece. Quem você diria que, se fosse como ela, certamente seria amada? Quais qualidades essa pessoa tem, tanto internas quanto externas? Por que ela é admirável e encantadora? Quais características lhe parecem tão sedutoras? Tome-a como um modelo, mas nunca, jamais, queira ser exatamente como ela. Você não é e nunca será, felizmente. Nosso maior trunfo é sermos singulares e complementares. Se fôssemos todos iguais, o mundo seria uma grande chatice, pode apostar!
Agora, pegue uma folha e anote tudo o que você precisa melhorar. Por exemplo: cabelo, pernas, pele, humor, jeito de falar, tolerância, falar menos, ouvir mais, não levar tudo tão a sério, ser menos defendido, mais carinhoso, mais divertido... Você sabe! Se estiver realmente disposto a gostar mais de si mesmo, certamente vai se empenhar para se tornar gostável. Peça aos amigos para te contar ao menos uma característica sua que poderia ser melhor. E seja inteligente para aproveitar. Não tome tudo como uma crítica, ouça como uma oportunidade de crescer, evoluir.
E assim, lapidando seu corpo e sua alma, como um processo, uma reforma de si mesmo, estou certa de que, dia após dia, você vai se apaixonar por quem é, por quem você sempre foi, mas se deixou perder em meio a tantos medos e defesas. E quanto mais se olhar diante do espelho e se admirar, mais encontrará seu lugar no mundo. E mais digna e elegantemente o ocupará. E mais certeza terá de que, apesar de não ser amado por todos – porque ninguém é unânime – será amado por quem tiver de ser. Por quem for compatível. Por almas afins, que se identificam e se complementam.
Amar a si mesmo é um exercício diário de autoconquista. Do mesmo modo que você ama o outro pelo que ele faz você sentir, também se ama, ou não, pelos sentimentos e sensações capaz de se provocar. E é isso, exatamente isso, que faz com que o outro também se apaixone por você, ou não... Tudo vai depender não de procurar a pessoa certa, mas de se tornar a pessoa certa! Não de amar o outro para então ser amado, mas de se amar para então ser amado pelo outro e, em contrapartida, oferecer a ele o seu melhor e mais lapidado amor!
Sim, eu sei, na prática não é tão simples. Tem a ver com autoconhecimento, autoestima e noção de merecimento. Tem a ver com o modo como você se enxerga. É tudo muito sutil, um tanto inconsciente, mas acredite: funciona exatamente assim! Enquanto você não conseguir se enxergar como uma pessoa bacana, gente boa mesmo, que tem uma beleza autêntica e interessante, que pode se tornar mais e mais atraente, tanto por dentro quanto por fora, não vai convencer ninguém de que vale a pena ser amada. Simplesmente porque nem você consegue fazer isso. Não consegue se amar. Não encontra motivos suficientes para isso. Daí, jamais terá condições de reconhecer o amor que o outro pode te dar.
Sendo assim, o primeiro passo é descobrir as razões que a torna uma pessoa que vale a pena ser amada. Talvez facilite se você pensar em alguém que realmente acredita que merece. Quem você diria que, se fosse como ela, certamente seria amada? Quais qualidades essa pessoa tem, tanto internas quanto externas? Por que ela é admirável e encantadora? Quais características lhe parecem tão sedutoras? Tome-a como um modelo, mas nunca, jamais, queira ser exatamente como ela. Você não é e nunca será, felizmente. Nosso maior trunfo é sermos singulares e complementares. Se fôssemos todos iguais, o mundo seria uma grande chatice, pode apostar!
Agora, pegue uma folha e anote tudo o que você precisa melhorar. Por exemplo: cabelo, pernas, pele, humor, jeito de falar, tolerância, falar menos, ouvir mais, não levar tudo tão a sério, ser menos defendido, mais carinhoso, mais divertido... Você sabe! Se estiver realmente disposto a gostar mais de si mesmo, certamente vai se empenhar para se tornar gostável. Peça aos amigos para te contar ao menos uma característica sua que poderia ser melhor. E seja inteligente para aproveitar. Não tome tudo como uma crítica, ouça como uma oportunidade de crescer, evoluir.
E assim, lapidando seu corpo e sua alma, como um processo, uma reforma de si mesmo, estou certa de que, dia após dia, você vai se apaixonar por quem é, por quem você sempre foi, mas se deixou perder em meio a tantos medos e defesas. E quanto mais se olhar diante do espelho e se admirar, mais encontrará seu lugar no mundo. E mais digna e elegantemente o ocupará. E mais certeza terá de que, apesar de não ser amado por todos – porque ninguém é unânime – será amado por quem tiver de ser. Por quem for compatível. Por almas afins, que se identificam e se complementam.
Amar a si mesmo é um exercício diário de autoconquista. Do mesmo modo que você ama o outro pelo que ele faz você sentir, também se ama, ou não, pelos sentimentos e sensações capaz de se provocar. E é isso, exatamente isso, que faz com que o outro também se apaixone por você, ou não... Tudo vai depender não de procurar a pessoa certa, mas de se tornar a pessoa certa! Não de amar o outro para então ser amado, mas de se amar para então ser amado pelo outro e, em contrapartida, oferecer a ele o seu melhor e mais lapidado amor!
artigo escrito por Dra. Rosana Braga - jornalista, escritora, consultora
terça-feira, 29 de março de 2011
O AMOR IMPOSSÍVEL É O VERDADEIRO AMOR

O amor impossível é o verdadeiro amor
Arnaldo Jabor, cineasta e jornalista: Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.
Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".
Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.
(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.
Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".
Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.
Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Reflexão: "Posso tudo Naquele que me fortalece..."


"Posso tudo Naquele que me fortalece"....Filipenses 4:13
Esta passagem tem sido entendida por muitos Cristãos como uma afirmação geral de que realmente “tudo” podemos fazer. Como sempre é necessário observar o contexto da passagem. O contexto imediato (Fil 4:10-20) indica que Paulo está tratando de necessidades pessoais. Podemos ver isso quando ele usa frases e termos como “pobreza” (v. 11) “fartura e fome”; “abundância e escassez” (v. 12); “dar e receber” (v. 15) e “necessidades” (vv. 16 e 19). Todas estas palavras e frases tratam de necessidades físicas e imediatas como comida e moradia. Ele pessoalmente passou por necessidades nestas áreas e está mostrando como Cristo lhe deu força para enfrentá-las.
Que o povo japonês saiba enfrentar toda esta calamidade que estão passando e
que eles busquem através do amor de Cristo a fôrça necessária para cuidarem de si próprios e de todos aqueles que o rodeiam.
domingo, 6 de março de 2011
PENSAMENTO DO DIA
Assinar:
Postagens (Atom)


